Simulado História – 1º semana Quarentena

Simulado História – 1º semana Quarentena

Oi, pessoal! Como foram na primeira semana de estudos dessa quarentena? Hoje é Sábado, dia de Simulado da disciplina de História. Os assuntos que vocês estudaram e revisaram durante essa primeira semana, agora está na hora de colocá-los em prática.

Como funciona?

Os arquivos estarão para download, separadamente, no final da página. O primeiro arquivo é a lista de exercício da matéria de História, em seguida, você pode realizar o download do Gabarito.

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Idade Média

Para os estudiosos do século XVIII, a Idade Média estava envolvida em um obscurantismo religioso, econômico e social que prejudicou o desenvolvimento desse período. Segundo os filósofos iluministas e os pensadores renascentistas, contribuíram para essa escuridão o domínio exercido pela Igreja Católica no cotidiano das pessoas.

Os clérigos se utilizavam da ingenuidade dos fieis para controlar todas as áreas da sociedade, o poder da igreja era maior que o das outras instituições, na hierarquia social o Papa estava no topo. Era ele, o líder supremo do clero quem ditava as regras econômicas, controlava o sistema político e manipulava os costumes e tradições, prevalecia o pensamento centrado na fé.

Para concretizar a construção de uma sociedade ideal desejada por Deus, os religiosos usavam os mais variados mecanismos como, por exemplo: a doutrinação através da imposição do medo, a venda de indulgências (compra do perdão divino), o julgamento dos hereges (era considerado assim todos os que iam contra o que era pregado e defendido pela igreja) no Tribunal da Santa Inquisição e as guerras de reconquista da terra santa, as Cruzadas.

Peste Negra

Para completar esse cenário de medo imposto pelos clérigos, à sociedade medieval também tinha um histórico de grandes epidemias como a peste negra, doença transmitida por pulgas de ratos infectadas que dizimou um terço da população europeia.

Como consequência das epidemias, a crise se tornou generalizada, devido ao alto índice de mortes ocorreu uma queda na produção agrícola, gerando instabilidade sócia econômica e elevando o número de mortes relacionadas à fome.

Educação na Idade Média

Outro fator que na visão dos estudiosos manchou a história da Idade Média diz respeito ao ensino, a educação era restrita a poucos e ministrada pela igreja. Por essas e outras razões o período ficaria por vários séculos rotulado como Idade das Trevas.

Divisão: Alta Idade Média e Baixa Idade Média

O período medieval durou cerca de mil anos, seu marco inicial se da com a queda do Império Romano do Ocidente no século V e chega ao fim com a invasão do Império Romano do Oriente pelos turcos no século XV.

A História Medieval é divida em Alta Idade Média (momento da formação dos grupos e relações sociais) e Baixa idade média (última fase medieval, marcada pelo surgimento de novas ideias e decadência do sistema feudal).

Quando estudamos a história medieval devemos ter cuidado para distinguir o que realmente aconteceu com a fantasia criada pelo imaginário popular. Por ser um período cheio de misticismos, grandes clássicos da literatura, inclusive os contos de fada foram escritos ambientados na idade média, dessa forma muito do que se sabe dessa fase da história europeia não corresponde ao que aconteceu de fato.

Definir o período medieval como uma época restrita a guerras, crises e intolerância religiosa nos da uma proporção da visão preconceituosa e limitada com a qual os pesquisadores a analisaram. Entre o século XIV e o XV, houve uma valorização do racionalismo, os homens renascentistas passaram a criticar as teorias baseadas na fé e tentaram resgatar a cultura Greco romana que ficou esquecida durante a idade medieval.

A crise na igreja católica contribuiu para a difusão das ideologias renascentistas, os artistas, pensadores, escritores do renascimento se diziam mais modernos e tentavam desvalorizar o que foi produzido pelo homem medieval.

A partir da segunda metade do século XX o termo Idade das Trevas começou a ser desmistificado pelos novos historiadores, estudos realizados comprovariam que esse foi sim um período de intenso crescimento cultural e desenvolvimento em diversas áreas, inclusive ocorreu uma grande expansão urbana. Muitas coisas negativas aconteceram, porém elas não devem anular as inovações medievais.

Se fizermos uma analise da História Medieval, iremos perceber uma infinidade de inovações que por sinal muitas ainda continuam fazendo parte dos nossos dias. O surgimento das Universidades merece destaque, no século XII elas começaram a se desenvolver, estavam ligadas diretamente a corte real ou a igreja, esses centros de ensino foram fundamentais para o amadurecimento do pensamento científico. Os primeiros cursos universitários foram os de Teologia, Direito e Medicina.

Outra contribuição do período está ligada aos campos, o desenvolvimento de novas tecnologias como os moinhos e a charrua aplicadas a agricultura propiciariam um aumento no cultivo e consequentemente uma melhoria nas condições de vida dos mais desvalidos. Se as pessoas passam a comer melhor, elas tem o tempo de vida prolongado, a população é ampliada e isso gera uma expansão urbana. O aumento na produção agrícola gera um excedente que passa a ser comercializado, o que vai dar um impulso na economia aumentando as relações comerciais.

O fim das invasões bárbaras e a decadência do sistema feudal proporcionariam mais paz e estabilidade para a população. O senhor feudal que antes oprimia o servo, agora tentaria lhe conceder um tratamento melhor, pois havia o medo de sua parte em perder a sua mão de obra.

A expansão comercial e populacional contribuiria para o surgimento de uma nova classe social, a burguesia. Este novo grupo buscaria fugir do domínio da igreja católica para aumentar o seu poder, o que começaria a desencadear um enfraquecimento do clero.

O sistema econômico conhecido como feudalismo aos poucos daria lugar a um sistema econômico baseado na geração do lucro, essas novas relações comerciais e econômicas favoreceriam a criação de novas profissões. Aos poucos os centros urbanos se tornariam mais importantes que os campos.

Um episódio que merece destaque é o Renascimento Carolíngio, movimento de revitalização cultural marcado pelo florescimento das artes, literatura, música, arquitetura e consolidação de novas leis. Nesse período foram construídas belas igrejas e catedrais que tinham o seu interior decorado com pinturas e obras de arte de artistas reconhecidos até hoje.

Os cantos gregorianos também seriam estimulados, músicas compostas no ambiente religioso ganhariam destaque fora dos domínios da igreja pela beleza em suas composições, seus versos se tornariam um patrimônio cultural da Europa e seriam reproduzidos pelo mundo inteiro.

A Idade Média foi um período de grandes descobertas. Não podemos ignorar mil anos de história e desenvolvimento cultural e cientifico. Aqueles que tentaram desmerecer a História Medieval demonstraram o uso de uma visão individualista e preconceituosa. A historiografia atual condena o uso do termo Idade das Trevas, por esse desqualificar tudo o que foi produzido pelos homens medievais.

Idade Antiga

A História Antiga, Antiguidade ou Idade Antiga é o período que compreende o aparecimento das primeiras civilizações, as civilizações antigas. A divisão da História delimita esse período entre os anos de 4.000 a.C. até 476, a partir do final da Pré-História.

O marco para o início da História Antiga é a invenção da escrita cuneiforme e considera-se como seu fim a queda do Império Romano no Ocidente devido às invasões dos povos germânicos ou bárbaros.

A Antiguidade representou, em suma, a história dos povos europeus e orientais. Desse modo, tem-se que as civilizações que viveram nessa época são as precursoras do que foi desenvolvido no Mediterrâneo até chegar a Roma.

A Idade Antiga foi um período de grandes transformações e conquistas, tendo a própria a escrita como fato de extrema importância. A História Antiga viu nascer grandes impérios, como o Persa, e a figura de conquistadores natos, como Alexandre Magno.

Entre as civilizações antigas, podemos mencionar a invenção do alfabeto pelos fenícios, a adoção de uma religião monoteísta pelos hebreus, além do surgimento da Grécia, Egito e Roma Antigos, cujo legado deixou marcas na cultura, política, economia e democracia.

Foi, também, o período de grandes batalhas, como as Guerras Médicas, do Peloponeso, além das Grandes Navegações. No Oriente, destacaram-se as civilizações hindu e chinesas, especialmente, pela sua influência no comércio.

Algumas das principais influências da Antiguidade estão na literatura, arte, governo, organizações militares e religião. Algumas das religiões nascidas nesse período existem até hoje, como budismo, cristianismo, judaísmo e confucionismo.

Principais características da Idade Antiga

Um período tão longo compreendeu intensas movimentações e modificações na História Humana. Entre as principais características da Idade Antiga, podemos destacar:

  • Surgimento e desenvolvimento da vida urbana, comércio, cultura e arte
  • Surgimento de religiões, a maior parte delas politeístas
  • Centralização do poder nas mãos de reis
  • Estratificação social
  • Guerras entre os povos e militarização
  • Criação das leis como base do sistema jurídico
  • Implantação dos sistemas de impostos e obrigações sociais

Quais são as civilizações da Antiguidade?

Os principais povos e civilizações que fizeram parte da Idade Antiga são:

Etruscos: povo que viveu na Etrúria, península Itálica, na área correspondente à atual Toscana. Donos de uma cultura original, tinham arte e engenharia bem adiantados para a época. A sociedade aristocrática permitia a participação das mulheres na vida pública.

Celtas: conjunto de povos que, organizados em tribos, se espalharam pela maior parte do Oeste da Europa a partir do II milénio a.C. Entre eles, estavam os bretões, os gauleses, os escotos, os eburões, os batavos, os belgas, os gálatas, os trinovantes e os caledônios.

Creta: a civilização cretense desenvolveu-se por volta de 2 mil a.C. no extremo sul da Grécia precedendo as cidades-estado de Tebas, Esparta e Atenas.

Fenícios: povo de origem semita que habitou a costa oriental do mar Mediterrâneo por volta de 3.000 a.C. São os inventores do alfabeto e grandes comerciantes marítimos

Hititas: povo indo-europeu que fundou um poderoso império da Anatólia Central no II milênio a.C. Ao lado dos egípcios, foi uma das maiores civilizações da Antiguidade sendo muito citadas na Bíblia e na Odisseia de Homero.

Hebreus: a primeira civilização monoteísta tem sua origem intimamente ligada às escrituras bíblicas. São os principais responsáveis pela história de Israel.

Egito Antigo: formou-se no vale do rio Nilo, no nordeste da África. Aproximadamente em 3.200 a.C, os egípcios se organizaram como um Império.

Persas: o grande Império Persa teve dois séculos de existência e ocupou boa parte da Ásia Menor. A civilização teve início em 549 a.C e terminou no ano de 330 a.C quando foi invadida pelos macedônios.

Mesopotâmia: localizada na Ásia Menor, reuniu civilizações entre os rios Tigres e Eufrates. As mais importantes foram os sumérios (inventores da escrita e da urbanização) e babilônios

China: naquele tempo, os chineses permaneciam isolados principalmente por sua localização geográfica. Foram responsáveis por grandes descobertas e, em torno de 1.500 a.C., já estavam organizados como um reino.

Hindu: a civilização hindu ocupou a Índia por volta de 2.000 a.C e, assim como a chinesa, permaneceu isolada por sua localização geográfica. Também foi responsável por grandes invenções, além de ser alvo do comércio.

Império Macedônico: organizado por Filipe II, alcançou o ápice sob o reinado de Alexandre, o Grande. A expansão do Império começou no século IV a.C e provocou a fusão de culturas com os povos conquistados, gerando a cultura helenística.

Roma Antiga: os romanos foram uma das civilizações mais desenvolvidas da Península Itálica mas, sua fundação ainda é um mistério para muitos historiadores. Após influenciar Europa, África e Ásia com sua cultura, economia e política, teve sua decadência em 476 d.C.

Grécia Antiga: a civilização construída ao sul da península Balcânica, ilhas do Mar Egeu e o litoral da Ásia Menor era composta por um conjunto de cidades que compartilhavam costumes, línguas e algumas leis. Cultivavam a beleza e a virtude, desenvolvendo trabalhos na arte, pintura, escultura e literatura. Segundo eles, os cidadãos eram capazes de contribuir para o bem-estar comum fazendo nascer, então, a democracia.

Povos Bárbaros: denominação dada pelos romanos aos germânicos. Entre eles, estavam os lombardos, hunos, francos, vikings, visigodos, anglo-saxões e ostrogodos. Alguns deles invadiram Roma, saqueando-a e destruindo-a.

Idade Antiga – Linha do Tempo

Acompanhe os principais acontecimentos da Idade Antiga de acordo com a cronologia alinhada a seguir:

3.500 a.C : os sumérios desenvolveram a escrita.

3.200 a.C. : unificação do Egito.

1900 a. C: fixação dos hebreus na região da atual Palestina.

1.100 a.C.: colonização da Ásia Menor pelos gregos.

753 a.C.: fundação da cidade de Roma

1 : Nascimento de Jesus Cristo e início da Era Cristã.

313: liberdade de culto aos cristãos a partir do decreto do Edito de Milão pelo Imperador Constantino

330: fundação da cidade de Constantinopla

425: povos germânicos conquistam províncias do Império Romano.

476 : fim do Império Romano do Ocidente

Idade Antiga na América

Ainda que alguns estudiosos as considerem como civilizações da Pré-História, há quem considere os povos pré-colombianos da América como viventes na Idade Antiga. Nesse período, surgiram as avançadas civilizações dos maias, incas e astecas.

A discordância vem do ponto de vista de alguns historiadores. Segundo essa corrente, o nível de complexidade social adquirido pelas sociedades ameríndias seria mais correto para enquadramento na Pré-História.

Pré-História

A Pré-História é como conhecemos o período que acompanha a evolução humana a partir do momento que os hominídeos começaram a usar ferramentas de pedra. Encerrou-se com o surgimento da escrita, que aconteceu entre 3.500 a.C. e 3.000 a.C.

A Pré-História é, basicamente, dividida entre Paleolítico, Mesolítico (período intermediário) e Neolítico. Nesses períodos, acompanhamos o desenvolvimento dos hominídeos com a elaboração de novas ferramentas, além do surgimento do homo sapiens sapiens, há cerca de 300 mil anos.

Divisão da Pré-História

A Pré-História é um período da história humana particularmente grande. A sua nomenclatura e larga duração remetem ao século XIX, quando os primeiros vestígios da vida humana pré-histórica começaram a ser encontrados. Isso porque no século XIX existia a noção de que a História só poderia ser feita por meio de documentos escritos e, assim, todos os acontecimentos anteriores ao surgimento da escrita ficaram conhecidos como “Pré-História”.

A Pré-História abrange, aproximadamente, um período que se estende de 3 milhões de anos atrás a 3.500 a.C. e é dividida da seguinte maneira:

Paleolítico

O período Paleolítico é conhecido também como Idade da Pedra Lascada e esse nome faz referência aos objetos que eram utilizados pelo homem para sua sobrevivência, que eram produzidos exatamente de pedra lascada. Esse período estendeu-se de 3 milhões de anos atrás a 10.000 a.C. e foi subdividido em três fases que são Paleolítico Inferior, Médio e Superior.

Cada um desses períodos possui as suas particularidades e veremos um breve resumo de cada uma delas, começando pelo Paleolítico Inferior. Esse período começa a ser contado exatamente quando os hominídeos começaram a ter a habilidade de produzir as primeiras ferramentas para sua sobrevivência.

Essas ferramentas foram obra do homo habilis e do homo erectus (o primeiro hominídeo a ficar numa posição totalmente ereta). Essa fase estendeu-se de 3 milhões de anos atrás a 250 mil anos atrás.

O Paleolítico Médio compreendeu o período de 250 mil anos atrás a 40.000 a.C. e é caracterizado, principalmente, pela presença do homem de Neandertal. O homo sapiens já existia nessa época, uma vez que seu surgimento aconteceu há 300 mil anos. Os estudos arqueológicos mostram que nesse tempo o estilo de vida do homem tornou-se um pouco mais sofisticado com novas ferramentas sendo elaboradas e com o uso do fogo sendo mais difundido.

Por fim, há também o Paleolítico Superior, que foi de 50.000 a.C. a 10.000 a.C. Nesse período, as ferramentas utilizadas pelo homem passaram a ser elaboradas em grande diversidade. Eram produzidos pequenos anzóis, machados, agulhas e até mesmo a arte começou a ser concebida pelo homem. No caso da arte, o destaque vai para a pintura rupestre, realizada nas paredes das cavernas.

Abrangendo os três períodos, resumidamente, o Paleolítico é um período em que o homem sobrevivia da coleta e da caça, sendo fundamental, no caso da caça, a elaboração de ferramentas para auxiliá-lo na obtenção do alimento. Por depender da caça e coleta, o homem era nômade e mudava de lugar quando os recursos do local que estava instalado ficava escasso.

Como a temperatura geral da Terra era mais amena, sobretudo nos períodos de glaciação, o homem vivia nas cavernas para proteger-se do frio. As ferramentas utilizadas poderiam ser feitas de ossos, pedras e marfim. No fim do Paleolítico, o ser humano começou a experimentar as primeiras experiências religiosas, e o desenvolvimento do estilo de vida dos homens fez com que eles desenvolvessem rituais funerários, por exemplo.

Mesolítico

O Mesolítico é uma fase intermediária entre o Paleolítico e o Neolítico que aconteceu em determinadas partes do mundo. Os especialistas em Pré-História destacam que o Mesolítico aconteceu, sobretudo, em locais onde houve glaciações intensas. Aconteceu na Europa e em partes da Ásia e estendeu-se, aproximadamente, entre 13.000 a.C. e 9.000 a.C.

Esse período marcou a decadência dos agrupamentos humanos que viviam exclusivamente da caça em detrimento daqueles que eram caçadores e coletores. Ficou marcado também pelo desenvolvimento da olaria (produção de cerâmica) e da técnica para produção de tecidos. Considera-se o fim desse período o momento em que a agricultura foi desenvolvida.

Neolítico

O Neolítico é a última fase do período pré-histórico e estendeu-se de 10.000 a.C. até 3.000 a.C. Essas datas (que são aproximativas) assinalam dois marcos importantes para a história do desenvolvimento humano. Primeiro, houve o surgimento da agricultura, um importante marco para a sobrevivência do homem e, por fim, houve o desenvolvimento da escrita.

Com o desenvolvimento da agricultura, o homem conseguiu mudar radicalmente o seu estilo de vida, uma vez que a agricultura permitia o homem fixar-se em um só local (sedentarização do homem), sobrevivendo de tudo o que ele produzia. O domínio da agricultura também levou o homem a desmatar a floresta e desenvolver campos de plantio.

Junto do desenvolvimento da agricultura veio também a domesticação dos animais, que auxiliava o homem no transporte de carga, na agricultura, como animal de tração, servia de alimento e até mesmo como meio de transporte. Todas essas novidades, que possibilitaram a sedentarização humana, resultaram na formação de enormes agrupamentos humanos que, com o tempo e conforme cresciam, tornaram-se as primeiras cidades do mundo.

O Neolítico também ficou marcado pelo desenvolvimento da arquitetura, o que permitia o homem construir casas de pedra e construções megalíticas. Essas últimas, até hoje, não tiveram sua finalidade muito bem esclarecidas pela arqueologia. A olaria surgiu em muitos lugares e foi aprimorada em outros.

Ao passo que os agrupamentos humanos cresciam, as sociedades que se formavam tornavam-se mais complexas e mais desiguais, uma vez que as pessoas que estavam diretamente envolvidas com o gerenciamento dos recursos tornavam-se mais importantes e mais influentes.

O fim do período Neolítico ficou marcado pelo desenvolvimento da metalurgia, isto é, a capacidade de produzir ferramentas a partir da fundição de metal e pelo desenvolvimento da primeira forma de escrita da humanidade, a escrita cuneiforme.

Curiosidades

O estudo da Pré-História é um ofício realizado, principalmente, por arqueólogos, paleontólogos e geólogos.

O estudo da vida dos seres humanos pré-históricos (e também dos animais desse período) inclui a análise de coprólitos, isto é, fezes fossilizadas.

No Brasil, o principal sítio arqueológico localiza-se na Serra da Capivara, que fica no estado do Piauí.

A estatueta de Vênus mais famosa é a Vênus de Willendorf, localizada na Áustria e que tem cerca de 25 mil anos.

Exercícios

1) “A grande parte das fontes históricas é encontrada em instituições públicas ou privadas, tais como museus, arquivos, igrejas, galerias de arte e outros espaços. Esse conjunto de fontes históricas é chamado de patrimônio histórico e cultural de um povo”. O ato de preservar algo relativo a valores materiais ou que revelam a tradição artística ou histórica, denomina-se:

a) Registro.

b) Fotografia.

c) Tombamento.

d) Filmagem.

2) A história nova ampliou o campo do documento histórico; ela substituiu a história […] fundada essencialmente nos textos, no documento escrito, por uma história baseada numa multiplicação de documentos: escritos de todos os tipos, documentos figurados, produtos de escavações arqueológicas, documentos orais, etc. Uma estatística, uma curva de preços, uma fotografia, um filme ou, para um passado mais distante, um pólen fóssil, uma ferramenta, um ex-voto são, para a história nova, documentos de primeira ordem.

 LE GOFF, Jaques. A história nova. São Paulo: Martins Fontes, 1990, p.28.

O historiador utiliza, em seu trabalho, fontes escritas, visuais, orais e sonoras. São exemplos de fontes orais:

a) letras de músicas, poemas, contratos, documentos oficiais;

b) relatos falados que passam de uma pessoa a outra;

c) desenhos, esculturas, pinturas, fotografias;

d) músicas e ritmos próprios da cultura de um povo de uma determinada época

RESPOSTAS

1) Letra C

2) Letra D

Tempo

A experiência do tempo faz parte do nosso cotidiano.

Quando percebemos coisas que mudaram ou permaneceram, do passado ao presente, sentimos a duração do tempo. Quando observamos a rotina das atividades humanas, percebemos diferentes ritmos de tempo ordenando a vida das pessoas. Quando olhamos as horas no relógio e programamos nossos compromissos, temos uma vivência bastante comum do tempo cronológico.

Assim, podemos relacionar a noção de tempo com: sucessão de momentos, duração dos acontecimentos, percepções de mudanças, critérios pelos quais distinguimos acontecimentos anteriores, simultâneos ou posteriores.

CONCEPÇÕES DE TEMPO

O modo como medimos o tempo pelo relógio não é universal – ou seja, não é válido para todas as épocas e todos os povos -, mas apenas uma possibilidade de medição desenvolvida em nossa cultura, sendo, portanto, uma construção histórica.

O modo como o dia terrestre é dividido em horas, minutos e segundos é puramente convencional. Assim, também, a decisão de que um dado dia começa na aurora, ao nascer do sol, ao meio-dia, ao pôr-do-sol ou à meia-noite é uma questão de escolha arbitrária ou conveniência social.

Em muitas sociedades rurais, os trabalhadores vivenciam um “tempo da natureza”, relacionado ao dia e à noite, às variações do clima, às épocas de plantio e de colheita etc.

O historiador francês Lucien Febvre conta que a população do campo na França do século XVI se referia ao tempo dizendo: “por volta do sol levante” ou “por volta do sol poente”.

Já nas sociedades industriais contemporâneas, os trabalhadores de uma fábrica, por exemplo, vivenciam um ritmo de tempo marcado pelas horas do relógio, mesmo porque as horas do trabalho, em geral, são vendidas por determinado preço, o salário. Assim, nesse tempo da fábrica” — também encontrado em outras atividades profissionais — a jornada de trabalho não obedece mais ao nascer e ao pôr-do-sol ou às variações do clima, mas às exigências da empresa.

RELÓGIO

O modo de vida nas sociedades atuais levou-nos a uma crescente preocupação com o tempo cronológico, que se traduz pela constante consulta aos relógios.

Logo que foram inventados, os relógios mecânicos eram instalados nas torres das igrejas, nos monumentos de praças, nos edifícios públicos. Atualmente, considerado um instrumento básico para a organização das rotinas diárias, encontra-se no pulso das pessoas, no veículo, na parede, sobre a mesa, nas agendas etc.

O tempo do relógio passou a governar, em grande parte, o cotidiano das pessoas, mesmo contrariando as necessidades naturais. Há a hora de acordar, de comer, de trabalhar, de tomar banho, de dormir etc.