Quadro geral das Literaturas

Quadro geral das Literaturas

LITERATURA PORTUGUESA

ERA MEDIEVAL

Trovadorismo

Séculos XII a XIV

– Cancioneiros
– Poesia Trovadoresca

Humanismo

Século XV

– Cancioneiro Geral
– Fernão Lopes
– Gil Vicente

ERA CLÁSSICA

Renascimento

Século XVI

– Sá de Miranda
– Camões

Barroco

Séculos XVII / XVIII

– Cultismo
– Conceptismo
– Pe. Antônio Vieira

Neoclassicismo

Século XVIII

– Arcádia Lusitana
– Nova Arcádia
– Bocage

ERA ROMÂNTICA

Romantismo

Século XIX

– Almeida Garret
– Alexandre Herculano
– Camilo Castelo Branco
– Júlio Dinis

Realismo – Naturalismo

Século XIX

– Questão Coimbrã
– Antero de Quental
– Eça de Queirós

Simbolismo

Século XIX

– Eugênio de Castro
– Antônio Nobre
– Camilo Pessanha

Modernismo

Século XX

– Revista Orpheu
– Fernando Pessoa
– Revista Presença

LITERATURA BRASILEIRA

ERA COLONIAL

Quinhentismo

Século XVI

– Descobrimento
– Literatura Informativa
– Literatura Catequética
– José de Anchieta

Barroco

Séculos XVII / XVIII

– Bahia
– Gregório de Matos

Neoclassicismo

Século XVIII

– Minas Gerais
– Cláudio Manuel da Costa
– Tomás Antônio Gonzaga
– Basílio da Gama
– Santa Rita Durão

ERA NACIONAL

Romantismo

Século XIX

– Independência
– Gonçalves Dias
– Álvares de Azevedo
– Castro Alves
– Joaquim Manuel de Macedo
– José de Alencar

Realismo – Naturalismo

Século XIX

– Machado de Assis
– Aluísio Azevedo
– Parnasianismo
– Raul Pompeia

Simbolismo

Século XIX

– Cruz e Sousa
– Alphonsus de Guimaraens

Pré-Modernismo

Século XX

– Augusto dos Anjos
– Euclides da Cunha
– Lima Barreto
– Monteiro Lobato
– Graça Aranha

Modernismo

Século XX

– Semana 22
– Mário e Oswald de Andrade
– Geração de 30
– Geração de 45
– Guimarães Rosa
– Clarice Lispector

Introdução

Como todas as outras artes, a Literatura reflete as relações do homem com o mundo e com os seus semelhantes. Na medida em que essas relações se transformar historicamente, a Literatura também se transforma, pois é sensível às peculiaridades de cada época, aos modos de encarar a vida, de problematizar a existência, de questionar a realidade, de organizar a convivência social etc.

Por isso, as obras de um determinado período histórico, ainda que se diferenciem umas das outras, possuem certas características comuns que as identificam. Essas características dizem respeito tanto à mentalidade predominante na época quanto às formas, às convenções e às técnicas expressivas utilizas pelos autores.

“A Literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade. Passa, então, a viver outra vida, autônoma, independente do autor e da experiência de realidade de onde proveio. Os fatos que lhe deram às vezes origem perderam a realidade primitiva e adquiriram outra, graças à imaginação do artista. São agora fatos de outra natureza, diferentes dos fatos naturais objetivados pela ciência ou pela história ou pelo social.

O artista literário cria ou recria um mundo de verdades que não são mensuráveis pelos mesmos padrões das verdades fatuais. Os fatos que manipula não têm comparação com os da realidade concreta. São as verdades humanas gerais, que traduzem antes um sentimento de experiência, uma compreensão e um julgamento das coisas humanas, um sentido da vida, e que fornecem um retrato vivo e insinuante da vida, o qual sugere antes que esgota o quadro.

A Literatura é, assim, a vida, parte da vida, não se admitindo possa haver conflito entre uma e outra. Através das obras literárias, tomamos contato com a vida, nas suas verdades eternas, comuns a todos os homens e lugares, porque são as verdades da mesma condição humana.”