Enem responde a mais de seis processos por semana

Enem responde a mais de seis processos por semana

Desde 2009, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) já foi alvo de vários processos na Justiça. O número representa uma média de mais de seis ações por semana.

 

O acesso à correção dos textos do exame foi pedido em 13 ações originadas na Defensoria Pública da União (DPU) e nas procuradorias do Ministério Público Federal (MPF) em cinco Estados e no Distrito Federal. Até agosto, a Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu derrubar os 13 pedidos, utilizando o argumento de que exibir o espelho das redações era inviável e representava prejuízos para a administração pública e aos candidatos. Desde 2011 um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o MPF e a AGU já garante aos candidatos as vistas da prova, desde que esta seja com fins pedagógicos.

 

 

Sobre os outros casos, que vão desde problemas no edital até falhas durante a aplicação da prova, a AGU não tem informações sobre a quantidade de sentenças favoráveis ou contrárias ao exame.

 

 

Um dos principais responsáveis pela presença constante do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) na Justiça é o procurador Oscar Costa Filho, do MPF do Ceará. Para ele, que já moveu ao menos 11 ações contra o órgão, o volume de litígios tem origem na ineficiência do governo federal.

 

 

Segundo ele, a pressão política sobre os juízes impede mais decisões contrárias ao exame. O procurador acredita que o governo se encaminha diretamente aos presidentes dos tribunais para garantir a suspensão das liminares.

 

 

Além das ações civis públicas, o MPF e o DPU encontram outros métodos para expressar suas preocupações com o exame. Entre os anos de 2009 e 2013, os dois órgãos também vasculharam as fragilidades do Enem em 733 procedimentos administrativos internos – investigações e levantamentos de dados solicitados por procuradores ou defensores antes da abertura dos processos.

 

 

Em nota, o Inep informou que os advogados da União garantem a segurança jurídica do exame, bem como a isonomia entre os candidatos. De acordo com o instituto, o Enem se firmou como a régua republicana de acesso, de forma inclusiva e qualificada às seleções do ensino superior público e privado.

10 coisas que você DEVE FAZER para garantir boa nota no Enem 2019

Quer garantir as suas chances de conseguir uma boa nota no Enem 2019? Não basta estudar. Confira 10 dicas simples e eficientes que você DEVE SEGUIR para garantir boa nota no Enem 2019.

 

Segundo o psicólogo e autor do livro “Concursos – Faça sem Medo”Fernando Elias José, é importante que o aluno olhe para trás e perceba que está devidamente preparado por conta dos seus estudos anteriores. Portanto, se você quer garantir as suas chances de conseguir uma boa nota no Enem e ingressar na faculdade dos seus sonhos, confira 10 dicas para você arrasar no Enem 2019:

 

 

 

1 – Não mude seus hábitos dias antes da prova

Segundo o psicólogo Fernando Elias José, “o hábito é uma coisa que você repete todos os dias. Por esse motivo, qualquer coisa que faça com que você saia da rotina, podendo ser um imprevisto ou uma alimentação diferenciada, pode aumentar o seu nível de estresse”. Por isso, não mude os seus hábitos dias antes da prova.

 

 

 

2 – Ignore a agitação externa

Essa dica é válida tanto para o seu momento de estudos quanto para o dia da prova. A agitação externa é qualquer barulho que faça com que você se distraia, como conversas e barulhos nos corredores. É importante, portanto, estar totalmente direcionado na sua prova e focado nos seus objetivos. Não dê ouvidos para a agitação externa e concentre-se.

 

 

 

3 – Concentre-se nos seus pensamentos e crenças positivas

Os pensamentos positivos na hora de fazer o Enem 2019 são criados ao longo dos seus estudos. Pense em quanto você estudou e se preparou para esse momento. Você vai perceber que adquiriu o conhecimento necessário e se sentir muito mais confiante. E mais: vale até levar aquela sua caneta ou colar da sorte. Segundo o psicólogo, “as pessoas criam algumas crenças que ajudam elas na hora da prova”.

 

 

 

4 – Não se autoavalie

Você deve se dar conta de que é a prova que vai avaliar você, e não o contrário. Ainda segundo o profissional, “nem sempre a resposta que o aluno imagina ser a mais correta vai estar entre as alternativas porque não é o estudante que está avaliando, e sim sendo avaliado”. Por isso, não fique criticando o seu desempenho em cada questão. Faça o seu melhor e deixe que a nota fale por você.

 

 

 

5 – Evite pensamentos negativos

Os pensamentos mais comuns na hora da prova, para Fernando José, são “eu não vou passar”, “não vou conseguir terminar a prova” e “isso não é para mim”. Esse tipo de pensamento faz com que você se sinta desmotivado a dar o seu melhor no exame. Mais uma vez, é preciso lembrar-se de toda a sua trajetória até o momento da prova. Você estudou e está preparado para responder as questões.

 

 

 

6 – Permita-se fazer uma boa prova

Permitir-se fazer uma boa prova é ter a consciência de que você fez o melhor que podia independente das cobranças externas. O psicólogo recomenda que o aluno valorize o caminho que fez até ali e olhe no espelho para ver todo o conhecimento que foi adquirido. Confie no seu próprio potencial.

 






 

 

7 – Seja confiante, mas não tão confiante

A confiança é uma área perigosa. Se você estiver confiante demais, você vai automaticamente acreditar que não precisa se esforçar muito para realizar a prova, o que pode prejudicar a sua nota. “O aluno deve confiar na sua capacidade, mas respeitar a prova. Ele deve saber que estudou e se esforçar para conseguir uma boa nota, e não resolver as questões como se já tivesse passado”, recomenda o profissional.

 






 

8 – Não se compare com os seus colegas

Não existe forma de saber quem está mais bem preparado para o Enem entre os seus colegas. Segundo Fernando José, “os estudantes sempre acham que a grama do vizinho é mais verde que a deles. Ele não deve se preocupar com os seus colegas ou com as pessoas que estão na sala do exame, e sim acreditar no seu potencial e valorizar a própria grama.”

 






 

9 – Respire

A agitação interna vai ser tão intensa quanto a agitação externa no momento da prova. Para se acalmar, uma boa dica é fazer exercícios respiratórios. A dica do psicólogo é puxar o ar pelo nariz e soltar lentamente pela boca até que ele se sinta mais tranquilo. “Isso vai fazer com que a respiração fique mais longa e os batimentos cardíacos abaixem fazendo com que o aluno se sinta menos ansioso”, afirma.

 

 

10 – Não se dê por derrotado

É comum se deparar com uma questão que você não sabe responder e sentir-se desmotivado com isso. Porém, é importante que você não se dê por derrotado e continue dando o seu melhor no exame. Se não souber responder uma determinada questão, passe para a próxima e tente novamente no final da prova.

Professor desmistifica Redação do Enem e dá fórmula eficiente

 

O professor de redação Valmir Rogério Faili, conhecido por ter acertado o tema da redação do ENEM  nos últimos três anos separou dicas  do que fazer e o que não fazer na redação do Enem.

 

Como utilizar  o texto de apoio?

O professor diz que os textos base são muito importantes para definir o posicionamento que você terá dentro da sua redação. Além disso, você deve definir com muita clareza a sua proposta de intervenção.

 

Qual o tamanho da Redação?

O professor diz que normalmente uma Redação possui de quatro até cinco parágrafos. Porém, é importante salientar que no ENEM o máximo é 30 linhas e o mínimo são 7 linhas.

 

Erros de gramática prejudicam muito?

 

De acordo com o professor, possuir muitos erros de português na sua redação, demonstra que você não domina a sua própria língua. Portanto, é como se você não tivesse concordância e coesão na hora de escrever, além do fato de perder pontos na Competência 1 do ENEM que avalia o domínio e a fluência da língua.

 

Qual a fórmula?

A fórmula é estar antenado ás atualidades, tanto deste ano quanto do fim do ano passado, diz o professor. Temas como homofobia e envelhecimento da população são os que Valmir acredita serem solicitados este ano.

 

MEC e Inep recomendam respeito aos direitos humanos na redação do Enem

 

Enquanto o INEP ainda não foi notificado da decisão judicial que determinou a suspensão da regra que determina que quem desrespeitar os direitos humanos na redação poderá  receber nota zero, a informação é que os candidatos sigam as regras do edital. O ministro da Educação, Mendonça Filho, disse hoje (1), que a decisão judicial será respeitada, mas orientou os candidatos a respeitarem os direitos humanos na hora da prova da Redação.

 

 

O ministro informou que o Inep vai recorrer da decisão até a última instância. Segundo ele, o respeito aos direitos humanos é um pressuposto constitucional elementar que não conflita com a liberdade de expressão.

 

Completou ainda que  as linhas de pensamento ideológicos e políticos dos candidatos serão respeitados durante a correção da prova. “Ao mesmo tempo, jamais um ente como o MEC ou o Inep, em uma avaliação, pode aceitar teses que defendam por exemplo o holocausto, apartheid, a segregação racial, a discriminação do ponto de vista religioso, de raça”, disse.

A presidente do Inep, Maria Ines Fini, também recomendou que os direitos humanos sejam respeitados na hora de escrever a redação.

Humanas no Enem: veja quais temas mais caem e questões resolvidas de provas anteriores

Levantamento mostra quais matérias mais foram abordadas no Enem em geografia, história e filosofia, entre 2009 e 2016.

Uma pesquisa identifica quais foram os temas mais cobrados nas provas de ciências humanas do ENEM  entre 2009 e 2016. Os dados foram compilados e categorizados pelo Curso Poliedro. Na prova de ciências humanas, os mais cobrados são:

  1. Formas de organização social, movimentos sociais, pensamento político e ação do Estado (36,88% das questões);
  2. Características e transformações das estruturas produtivas (25,19%);
  3. Diversidade cultural, conflitos e vida em sociedade (22,34%);
  4. Domínios naturais e relação do ser humano com o ambiente (13,77%);
  5. Representação espacial (1,56%) e a biotecnologia e sustentabilidade (0,26%);
  6. Biotecnologia e sustentabilidade.

Veja abaixo detalhes de cada um dos tópicos mais cobrados na prova e dá exemplos de questões de provas anteriores que tratem desses temas.

1º lugar: formas de organização social

No tópico “Formas de organização social, movimentos sociais, pensamento político e ação do Estado”, os temas que mais aparecem são:

  • ditaduras políticas na América Latina: Estado Novo no Brasil e ditaduras na América;
  • luta dos cidadãos pela conquista de direitos civis, humanos, políticos e sociais;
  • e geopolítica e conflitos entre os séculos XIX e XX: Imperialismo, a ocupação da Ásia e da África, as Guerras Mundiais e a Guerra Fria.

2º lugar: estruturas produtivas

Na área “características e transformações das estruturas produtivas”, a maioria das questões entre 2009 e 2016 abordou os seguintes aspectos:

  • transformações na estrutura produtiva no século XX: o fordismo, o toyotismo, as novas técnicas de produção e seus impactos;
  • globalização e as novas tecnologias de telecomunicação e suas consequências econômicas, políticas e sociais;
  • produção e transformação dos espaços agrários;
  • a industrialização brasileira, a urbanização e as transformações sociais e trabalhistas;
  • e a formação do espaço urbano-industrial.

3º lugar: diversidade cultural, conflitos e vida em sociedade

Em 3º lugar, a categoria mais cobrada nas provas do Enem foi “diversidade cultural, conflitos e vida em sociedade”, que inclui os seguintes itens principais:

  • movimentos culturais no mundo ocidental e seus impactos na vida política e social;
  • patrimônio e diversidade cultural no Brasil;
  • e cidadania e democracia na Antiguidade.

4º lugar: a relação do ser humano com o ambiente

Do total de questões de ciências humanas, 13,77% delas tratam dos domínios naturais e da relação do ser humano com o ambiente. Os desdobramentos são os seguintes:

  • a relação homem-natureza e a apropriação dos recursos naturais pelas sociedades ao longo do tempo;
  • as questões ambientais contemporâneas: mudança climática, ilhas de calor, efeito estufa, chuva ácida, a destruição da camada de ozônio;
  • recursos hídricos, bacias hidrográficas e seus aproveitamentos;
  • e impacto ambiental das atividades econômicas no Brasil.

5º lugar: representação espacial

Nessa posição, estão os conhecimentos de geografia relacionados à representação espacial, como:

  • leitura de mapas temáticos, físicos e políticos;
  • tecnologias modernas aplicadas à cartografia;
  • e projeções cartográficas.

6º lugar: biotecnologia e sustentabilidade

Na última posição de temas mais cobrados nas provas de ciências humanas do Enem, está o tópico de biotecnologia e sustentabilidade, responsável por 0,26% das questões.

Frases que zeraram no Enem por desrespeito aos direitos humanos

Trechos que levaram à nota zero em 2016

O tema do ano passado foi “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”. Confira frases que levaram à nota zero:

— “Para combater a intolerância religiosa, deveria acabar com a liberdade de expressão”;

— “Podemos combater a intolerância religiosa acabando com as religiões e implantando uma doutrina única”;

— “O Estado deve paralisar as superexposições de crenças e proibir as manifestações religiosas ao público”;

— “A pessoa que não respeita a devoção do próximo não deveria ter direito social, como o voto”;

— “A única maneira de punir o intolerante é o obrigando a frequentar a igreja daquele que foi ofendido, para que aprenda a respeitar a crença do outro”;

— “Que o indivíduo que não respeitar a lei seja punido com a perda do direito de participação de sua religião, que ele seja retirado da sua religião como punição”;

— “Por haver tanta discriminação, o caminho certo que se tem a tomar é acabar com todas as religiões”;

— “Que a cada agressão cometida o agressor recebesse na mesma proporção, tanto agressão física como mental”;

— “O governo deveria punir e banir essas outras ‘crenças’, que não sejam referentes a Bíblia”;

 

 

 

Trechos que levaram à nota zero em 2015

O tema de 2015 foi “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”. Confira frases que levaram à nota zero:

— “Ser massacrado na cadeia”;

— “Deve sofrer os mesmos danos causados à vítima, não em todas as situações, mas em algumas ou até mesmo a pena de morte”;

— “Fazer sofrer da mesma forma a pessoa que comete esse crime”;

— “Deveria ser feita a mesma coisa com esses marginais”;

— “As mulheres fazerem justiça com as próprias mãos”;

— “Merecem apodrecer na cadeia”;

— “Muitos dizem (…) devem ser castrados, seria uma boa ideia”.