Orações Subordinadas Adjetivas

Orações Subordinadas Adjetivas

Oração subordinada adjetiva é aquela que se encaixa na oração principal, funcionando como adjunto adnominal.
As orações subordinadas adjetivas classificam-se em: explicativas e restritivas.

Explicativas: acrescentam uma qualidade acessória ao antecedente e são separadas da oração principal por vírgulas.
Ex: Os jogadores de futebol, que são iniciantes, não recebem salários.

Restritivas: restringem o significado do antecedente e não são separadas da oração principal por vírgulas.
Ex: Os artistas que declararam seu voto foram criticados.

Orações subordinadas adjetivas reduzidas

As orações subordinadas adjetivas reduzidas podem ter o verbo no infinitivo, no gerúndio ou no particípio.

Vi a menina a chorar. (Vi a menina que chorava.)

O artista, fumando nervosamente, ficou calado. (O artista, que fumava nervosamente, ficou calado.)

Li quatro livros censurados pelo governo brasileiro. (Li quatro livros que foram censurados pelo governo brasileiro).

Orações Subordinadas Substantivas

Orações Subordinadas Substantivas são orações que exercem papel de substantivo e podem ser encontradas nas frases com funções de sujeito, complemento, objeto, predicado e aposto. Assim, a classificação sintática de uma oração subordinada substantiva depende do contexto.

Primeiramente, vamos entender o que significa, palavra por palavra, essa expressão:

  • Oração: chama-se oração porque a construção contém um verbo ou uma locução verbal.
  • Subordinada: chama-se subordinada porque estabelece uma relação de dependência com a oração principal — uma sem a outra não faz sentido — e exerce alguma função sintática para ela. É diferente das orações coordenadas, que são independentes da oração principal.
  • Substantiva: chama-se substantiva porque a oração faz o papel de um substantivo na estrutura da frase, podendo ser substituída pelo pronome “isto” ou sua combinação com preposições (“disto”, “nisto”, “para isto”, “por isto”, “a isto”, “com isto” etc.).

Veja um exemplo para entender melhor:

“É importante que as pessoas valorizem a leitura”.

Nessa frase, a oração principal é o trecho “é importante”, já que contém um verbo e será complementada pela oração seguinte. Já o trecho “que as pessoas valorizem a leitura” é a oração subordinada substantiva. Mas como identificar essa classificação? Vejamos:

  • “Valorizem” é o verbo que configura o trecho como uma oração.
  • As construções “é importante” ou “que as pessoas valorizem a leitura” fazem sentido sozinhas? Não, uma precisa da outra. Por isso, trata-se de uma relação de subordinação entre as orações, que são conectadas por uma conjunção integrante (o “que”).
  • Tente substituir “que as pessoas valorizem a leitura” por “isto”. Ficaria assim: “é importante isto” ou “isto é importante”. É uma construção correta e tem sentido? Sim, então significa que a oração é substantiva.

Quais são os tipos de oração subordinada substantiva?

A oração subordinada substantiva pode exercer, na estrutura da frase, as funções sintáticas de sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicado nominal ou aposto. Cada uma dessas funções representa um tipo de oração, que veremos a seguir.

Mas, antes, você precisa saber que as orações subordinadas substantivas podem ser desenvolvidas ou reduzidas.

Na forma desenvolvida, elas são introduzidas por uma conjunção integrante, geralmente “que” ou “se” (mas também pode ser “quem”, “quantos”, “como”, “onde”, “quando”, entre outros). Nesses casos, a conjugação do verbo fica no indicativo ou subjuntivo.

Já na forma reduzida, as conjunções são subtraídas. Elas não aparecem na frase e, por isso, pode ser mais difícil identificar a oração como substantiva. Mas, para isso, você pode olhar para o verbo (que será conjugado no infinitivo, gerúndio ou particípio) e fazer a substituição por “isto”, “disto”, “nisto”, “para isto” etc. Pode testar que dá certo, viu?

Conheça agora os tipos de orações subordinadas substantivas, conforme a função sintática que exercem na frase:

Oração subordinada substantiva subjetiva

É quando a oração exerce função de sujeito. Para encontrar o sujeito em qualquer frase, você deve fazer a pergunta “que é que…?”. Veja um exemplo:

  • Não era permitido que as mulheres jogassem futebol.

Pergunte-se: “que é que não era permitido?”. O sujeito, então, é a oração subordinada substantiva subjetiva “que as mulheres jogassem futebol”. Outros exemplos:

  • Constatou-se que o filho era dela.
  • É comum que as pessoas se sintam cansadas.
  • É proibido fumar neste local. (reduzida)

Oração subordinada substantiva objetiva direta

A oração faz a função de objeto direto, que complementa um verbo transitivo direto e não leva preposição. Se você consegue substituir por “isto” e manter a correção da frase, significa que você tem uma oração subordinada substantiva objetiva direta. Confira alguns exemplos:

  • Os alunos avisaram que se atrasariam. (os alunos avisaram isto)
  • Os jornalistas perguntaram quem daria a entrevista. (os jornalistas perguntaram isto)
  • O estagiário afirmou precisar de ajuda (reduzida / o estagiário afirmou isto)

Oração subordinada substantiva objetiva indireta

A oração exerce função de objeto indireto, que complementa um verbo transitivo indireto e leva uma preposição. Portanto, neste caso, você pode substituir por “disto”, “nisto”, “a isto” etc. para identificar uma oração subordinada substantiva objetiva indireta. Confira:

  • Gostaria de lembrá-los de que estarei ausente. (gostaria de lembrá-los disto)
  • Eu acredito no que você me prometeu. (eu acredito nisto)
  • Ele respondeu ao que haviam perguntado. (ele respondeu a isto).

Oração subordinada substantiva completiva nominal

Lembra-se do complemento nominal? Ele é muito parecido com o objeto indireto, por também contar com uma preposição, porém a sua função é complementar um nome, não um verbo.

Portanto, uma oração subordinada substantiva completiva nominal complementa um nome (que, nesse caso, pode ser um substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio) presente na oração principal. Aqui você também pode fazer a substituição para testar. Veja os exemplos:

  • Tenho dúvidas de que ele vá completar a prova. (tenho dúvidas disto)
  • Já estou apto para que me faça as perguntas. (já estou apto para isto)
  • Estamos longe do que seria o ideal. (estamos longe disto)

Nos exemplos acima, perceba os nomes que são complementados pelas orações: “dúvidas” é um substantivo abstrato, “apto” é um adjetivo e “longe” é um advérbio.

Oração subordinada substantiva predicativa

Este tipo de oração faz a função de predicativo do sujeito da oração principal. O predicativo é o termo que complementa o sujeito de uma oração ao atribuir-lhe uma qualidade e sempre é acompanhado de um verbo de ligação, que indica um estado (ser, estar, parecer, ficar etc.).

Portanto, é fácil identificar esse tipo de oração, que sempre aparece da seguinte forma: sujeito + verbo de ligação + oração subordinada substantiva predicativa. Confira os exemplos para entender:

  • O bom é que a festa será amanhã.
  • A verdade era que nós tínhamos razão.

Oração subordinada substantiva apositiva

A oração exerce função de aposto, que serve para explicar ou especificar melhor um termo anterior. A oração subordinada substantiva apositiva geralmente vem depois de dois-pontos.

  • Fez-lhe um pedido: que nunca mais fugisse.
  • Eu tinha um sonho: que pudesse cursar uma faculdade.

Viu como as orações subordinadas substantivas são bastante comuns? Estamos sempre usando as conjunções integrantes ou variando entre orações desenvolvidas e reduzidas, o que pode gerar dúvidas. Então, agora que você domina o assunto, já tem mais ferramentas para deixar seus textos mais ricos e não cair nas armadilhas do português — que não são poucas!

Exercícios

Questão 1

(FMU) Em: Tinha grande amor à humanidade / As ruas foram lavadas pela chuva / Ele é rico em virtudes. Os termos destacados são, respectivamente:

a) complemento nominal, agente da passiva, complemento nominal
b) objeto indireto, agente da passiva, objeto indireto
c) complemento nominal, objeto indireto, complemento nominal
d) objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva
e) complemento nominal, complemento nominal, complemento nominal

Questão 2

(UM-SP) Em “Não eram tais palavras compatíveis com a sua posição”, o termo em destaque é:

a) complemento nominal
b) objeto indireto
c) objeto direto
d) sujeito
e) agente da passiva

Questão 3

Classifique os verbos em negrito quanto à transitividade.

a) Eu comprei um carro.
b) Gustavo trabalha muito.
c)Ela quis agradar a mim.
d) Ela gosta de carros luxuosos.
e) Ele viajou ontem.

Questão 4

Relacione as colunas de acordo com a transitividade dos verbos destacados.

I. Verbo transitivo direto.
II. Verbo transitivo indireto.
III. Verbo transitivo direto e indireto.
IV. Verbo intransitivo.

a) (  ) Gosto de pessoas que são otimistas.
b) (  ) Deram-me uma notícia muito triste.
c) (  ) Meu amigo morreu ontem.
d) (  ) Cecília ganhou o prêmio.
e) (  ) Os viajantes chegaram de manhã.

Complemento Nominal

O Complemento Nominal é o termo integrante da oração utilizado para completar o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio). Ele é seguido sempre de preposição.

Exemplos:
Frituras fazem mal ao fígado.
Estamos ansiosos com a sua chegada.
Alguém tem notícias dela?

O complemento nominal pode ser representado por uma oração subordinada substantiva completiva nominal.

Exemplos:
Tenho esperança de que eles compareçam. (de que eles compareçam = complemento nominal)
Receio que ele chegue à conclusão de que eu já sabia. (de que eu já sabia = complemento nominal)

Complemento Nominal x Adjunto Adnominal

É importante não confundir o complemento nominal com o adjunto adnominal.

Enquanto o complemento nominal tem a função de completar um nome, o adjunto adnominal caracteriza um substantivo. O adjunto adnominal é um termo acessório da oração.

Exemplos:
Detesto a demora do ônibus. (do ônibus = complemento nominal)
Ainda não comprei os presentes de Natal. (de Natal = adjunto adnominal)

O Completo Nominal, ao contrário do Adjunto Adnominal, complementa adjetivos e advérbios.

Exemplos:
Estavam radiantes com as suas notas. (com as suas notas = complemento nominal do adjetivo radiantes)
Música alta faz mal aos ouvidos. (aos ouvidos = complemento nominal do advérbio mal)

Agora, veja como eles funcionam depois de substantivos:

Se tiver sentido passivo é complemento nominal, mas se tiver sentido ativo é adjunto adnominal.

Exemplos:
A crítica do autor foi cruel. (sentido ativo, logo adjunto adnominal)
A crítica ao autor foi cruel. (sentido passivo, logo complemento nominal)

Complemento Nominal x Complemento Verbal

Os complementos nominais vêm sempre seguidos de preposição, tal como o objeto indireto (este, um complemento verbal).

Assim, é importante não confundir esses dois termos. Enquanto a função do complemento nominal é completar o sentido de um nome, a função do objeto indireto é completar o sentido de um verbo (porque é um complemento verbal).

Exemplos:
As crianças têm medo do escuro. (do escuro = complemento nominal)
Já dei o presente ao meu pai. (ao meu pai = objeto indireto)
Esteja atento ao telefone. (ao telefone = complemento nominal)
Já falo com você. (com você = objeto indireto)

Verbo intransitivo

Verbo intransitivo é o verbo que apresenta sentido completo, isto é, não precisa de complementos verbais – termos que completam o verbo por meio de preposição (objeto indireto) ou sem preposição (objeto direto). Aprenderemos quais são os verbos intransitivos e como entendê-los.

Características:

  • Apresenta ação;
  • Aceita ponto final após o verbo;
  • Apresenta sentido completo;
  • Normalmente apresenta adjuntos adverbiais.


Os principais verbos intransitivos:

Morrer  
Ele morreu de raiva.

Viver 
Ele vive com o pai.

Sair
Saiu de casa cedo. 

Suceder
Sucederam fatos estranhos.

Voltar 
Voltou para casa.

Chegar
Chegou ao colégio.

Deitar
Deitou com a mulher.

Cair
Caiu o garoto.

Nascer 
Nasceu ontem.

Chorar
Chorou com o amigo.

Deitar
Ele deitou cedo ontem.

Sentar
Ele sentou na cadeira.

Brincar 
Ele brincou com seus amigos.

Notou que esses verbos vêm acompanhados de preposição, todavia elas não estão ligadas aos verbos, formam apenas um adjunto adverbial, indicando uma circunstância em relação ao verbo.

Nem sempre o que vem após o verbo é objeto direto: uma dica legal é colocar a frase na ordem direta. Muitas pessoas confundem o sujeito com o objeto direto ou o objeto direto com o sujeito, por essa razão é essencial colocar a frase na ordem: Sujeito + verbo.  

Chegaram os meninos. = Os meninos chegaram.
Nasceu o garoto. = O garoto nasceu.

Alguns verbos podem assumir a função de verbo intransitivo, tudo dependerá do contexto em que eles se encontram. Portanto, tenha cuidado, já que todos os verbos podem assumir a função de verbo intransitivo. Não adianta apenas decorar os verbos, pois conforme o contexto, o verbo transitivo pode passar a ser intransitivo.

Exemplo 1:

Ele pagou o salário. = verbo transitivo direto
Ele pagou ao professor. = verbo transitivo indireto
Ele pagou sim. = verbo intransitivo

Exemplo 2:

O menino falou tudo. = verbo transitivo diretoO menino falou à mulher. = verbo transitivo indireto
O menino fala bem. = verbo intransitivo

Perceba que um verbo transitivo pode assumir também a função de verbo intransitivo. Por essa razão, tome muito cuidado com o contexto. Além disso, os verbos de ligação, quando deixarem de ser verbo de ligação, passarão a ser verbos intransitivos: ser – estar – ficar – continuar – andar – permanecer – viver


Exemplo 1:

Ele está feliz. = verbo de ligaçãoEle está em casa. = verbo intransitivo

Exemplo 2:

Ele ficou muito animado. = verbo de ligaçãoEle ficou em casa. = verbo intransitivo

Perceba que, quando forem verbos intransitivos, eles virão acompanhados de adjuntos adverbiais. Muitos estudantes pensam que esses adjuntos adverbiais são objeto indireto por virem seguidos de preposição. Mas, com essa dica, ficará mais fácil.

Exercícios

Numeral é a palavra que quantifica os seres ou indica a posição que ocupam numa determinada ordem.
Quando apenas nomeia o número de seres, o numeral é chamado de cardinal:
um    dois    três
cinquenta    cem   cem mil

Quando indica a ordem que o ser ocupa numa série, o numeral é denominado ordinal:
primeiro     segundo      terceiro
quinquagésimo      centésimo     milésimo

Os numerais multiplicativos exprimem aumentos proporcionais de quantidade, indicando números que são múltiplos de outros:
dobro      triplo      quádruplo

Os numerais fracionários indicam a diminuição proporcional da quantidade, o seu fracionamento:
metade      um terço     um décimo


Questão 1

Analise as duas orações que seguem e atenda ao propósito de responder ao seguinte questionamento:

O prêmio foi entregue a um garoto.

Na biblioteca havia apenas um garoto estudando.

Quanto à classe morfológica, os termos em destaque possuem a mesma classificação? Justifique.

Questão 2

Escreva por extenso os numerais referentes às orações em evidência.

a – Rei Henrique VII.
b – Praça dos 3 Poderes.
c – capítulo X do livro de Machado de Assis.
d – Sapato à moda Luís XV.
e – Avenida João XXIII.

Questão 3

Crie frases que revelem situações cotidianas em que são expressas por numerais, tais como, panfletos, anúncios publicitários, ente outros.

Numeral é a palavra que quantifica os seres ou indica a posição que ocupam numa determinada ordem.
Quando apenas nomeia o número de seres, o numeral é chamado de cardinal:
um    dois    três
cinquenta    cem   cem mil

Quando indica a ordem que o ser ocupa numa série, o numeral é denominado ordinal:
primeiro     segundo      terceiro
quinquagésimo      centésimo     milésimo

Os numerais multiplicativos exprimem aumentos proporcionais de quantidade, indicando números que são múltiplos de outros:
dobro      triplo      quádruplo

Os numerais fracionários indicam a diminuição proporcional da quantidade, o seu fracionamento:
metade      um terço     um décimo


Os numerais coletivos designam conjuntos de seres e indicam o número exato de indivíduos que compõem o conjunto:
dezena       quinzena         dúzia
cento         milhar          milheiro


Flexões dos numerais
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas etc.
Cardinais como milhão, bilhão, trilhão etc. variam em número: milhões, bilhões, trilhões etc.
Os demais cardinais são invariáveis.
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
primeiro segundo milésimo / primeiros segundos milésimos
primeira segunda milésima / primeiras segundas milésimas

Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas:
Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.

Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais flexionam-se em gênero e número:
Teve de tomar doses triplas do medicamento.

Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número:
um terço              dois terços
uma terça parte           duas terças partes

Os numerais coletivos flexionam-se em número:
uma dúzia           um milheiro
duas dúzias        dois milheiros

Emprego dos numerais

• Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo:

ordinais                                             cardinais
João Paulo II (segundo)                Tomo XV (quinze)
D.Pedro II (segundo)                      Luís XVI (dezesseis)
Século VIII (oitavo)                          Século XX (vinte)
Canto IX (nono)                               João XXIII (vinte e três)

• Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante.
Artigo 1.º (primeiro)             Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono)      Artigo 21 (vinte e um)

• Para designar dias do mês, utilizam-se os cardinais, exceto na indicação do primeiro dia, que é tradicionalmente feita pelo ordinal:
Chegamos dia dois de setembro.
Chegamos dia primeiro de dezembro.

• Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência:
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância da solidariedade.
Ambos agora participam das atividades comunitárias de seu bairro.

A forma “ambos os dois” é considerada enfática. Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.

Os numerais podem ser do tipo: cardinal, ordinal, multiplicativo, fracionário e coletivo.