Democracia no Brasil

Democracia no Brasil

democracia no Brasil foi interrompida durante vários momentos da história do Brasil independente.

Podemos mencionar a República Nova, instaurada em 1946, como a volta da democracia no Brasil, que se estenderia até 1964.

Segue-se a Ditadura Militar, caracterizada por um período de repressão e de perseguição que impedia as pessoas de terem liberdade de expressão.

Somente após 30 anos de luta foi restabelecido o regime democrático e implementada uma nova constituição. Ambos seguem vigentes até os dias atuais.

Resumo da Democracia no Brasil

Depois de 20 anos de Ditadura Militar no Brasil, o país passava por uma crise econômica, social e política, que por sua vez, pode vislumbrar um sistema democrático com a apresentação de uma nova constituição, a qual contemplava a liberdade de direitos e a igualdade social.

De tal modo, o processo de democratização do país tem início em 1984, quando foi consolidada a nova constituição e a volta à república presidencialista.

O movimento “Diretas Já” (1984) foi responsável pelo avanço de algumas questões sobre as eleições democráticas no país, uma vez que reivindicava a realização de eleições diretas para eleger o presidente do país.

Entretanto, na época, o processo não foi considerado. O objetivo desse movimento era eleger um civil e retirar os militares do poder, que somente fora conquistado com a aprovação da constituição.

A Constituição de 1988 contemplava, dentre outras coisas, a liberdade de voto, de expressão, e ainda, apresentava um sistema de eleições livres.

Foi então em 1989 que o país pode eleger o presidente através das eleições diretas, donde foi eleito Fernando Collor de Mello.

Ele sofreu o processo de Impeachment em 1992, uma vez que Collor esteve envolvido em diversos processos de corrupção e fraudes financeiras. Afastado do cargo, Itamar Franco, seu vice, assume a presidência do país.

Em 1995, Fernando Henrique Cardoso (FHC) aposta no processo de democracia social através de uma política neoliberal.

A partir de 2003, o Partido dos Trabalhadores assume o poder com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, que governou até 2011. Na sequência, foi eleita Dilma Rousseff, que governou o País até o primeiro semestre de 2016.

No entanto, vale notar que muitos problemas sociais e políticos do país ainda não foram solucionados, por exemplo, as desigualdades e a corrupção.

De tal modo, especialistas no tema ainda dizem que a democracia do Brasil ainda não é totalmente democrática.

Luta de Classes

Luta de classes é um conceito que diz respeito a expressão dos conflitos entre as diferentes classes sociais, portadoras de interesses completamente antagônicos e inconciliáveis entre si. Tais lutas são travadas não só no campo econômico, como também político e ideológico. O conceito ganhou corpo nos escritos de Karl Marx e Friedrich Engels, mas continuou sendo desenvolvido pelo pensamento marxista, sendo uma ideia chave para compreender a história e a dinâmica das sociedades modernas.

A frase que abre a primeira parte do Manifesto Comunista – panfleto escrito por Marx e Engels e publicado em 1848 – declara que a história de todas as sociedades é a história da luta de classes. Os conflitos entre classes antagônicas, entre os que detém o poder e os subordinados, opressores e oprimidos, são o grande motor que move a história. Devido ao modo como a riqueza é produzida e distribuída, uma classe se levanta contra a outra, o que eventualmente pode derrubar a classe dominante e levar um novo grupo a ocupar esse posto. É o que aconteceu com a burguesia, que, tendo seus interesses negados pela aristocracia, causa revoluções e inaugura um novo sistema onde pode ocupar a posição de classe dominante.

Numa edição posterior do Manifesto, Engels observa que nas sociedades pré-modernas as classes sociais nem sempre eram bem definidas, sendo que no caso de algumas sociedades indígenas, por exemplo, sequer existiriam divisões hierárquicas rígidas. O capitalismo moderno ocidental, entretanto, traz consigo duas novas classes fundamentais: a burguesia e o proletariado. A primeira, proprietária dos meios de produção, subordina a si a segunda, que não possui mais do que sua própria força de trabalho. O proletariado produz a riqueza, mas não tem acesso a ela. Essa situação é capaz de criar grandes confrontos, que muitas vezes resultam em violência. Para os marxistas, compreender tais episódios, da formação do movimento operário até os dias de hoje, é compreender o desenvolvimento da luta de classes ao longo da história moderna.

Tal compreensão é essencial, pois no interior de tais conflitos estão as sementes de uma nova sociedade que superará o modo de produção estabelecido. Os conflitos sociais são vistos como o motor da história de uma sociedade que está em constante mudança. Olhar para eles é ver valores, propostas e modelos sociais que estão sendo rebatidos pelos grupos oprimidos e que, eventualmente, podem ser superados. Essa forma de ver o mundo, e a história em si, teve um impacto importantíssimo no pensamento moderno. Ainda que não se concorde com ela, há que se reconhecer sua relevância sociológica no que diz respeito a historialização dos modelos econômicos, que passam a ser vistos como resultados dos conflitos sociais.

Entre os marxistas, persiste hoje um debate sobre a centralidade da luta de classes. Nas últimas décadas, as divisões entre as classes sociais chegaram a níveis muito mais complexos comparados com o que eram no tempo de Marx e Engels. Além disso, diversos conflitos sociais emergiram não apenas por questões de classe, mas envolvendo diferentes grupos nacionais, étnicos, religiosos, etc. Vale lembrar que, para Engels, uma das primeiras formas de exploração foi a da mulher pelo homem e que, muitas vezes, o conceito de lutas de classes foi usado assim, no plural, para abarcar a multiplicidade de formas que podem tomar esses conflitos. A sua aplicação mais pertinente, contanto, continua se dando no âmbito dos conflitos de interesse entre aqueles que produzem a riqueza e os que se apropriam dela. No entanto, a sociedade que surgirá desse conflito e a forma de conduzir esse processo, formam um longo e rico campo de debate dentro do marxismo.

Feminismo

Feminismo (do latim femĭna, significa “mulher”) é um conceito que surge no século XIX, o qual se desenvolveu como movimento filosófico, social e político.

Sua principal caraterística é a luta pela igualdade de gêneros (homens e mulheres), e consequentemente pela participação da mulher na sociedade.

Símbolo do Feminismo

Símbolo do Feminismo

Vale lembrar que em grande parte nossa cultura está alicerçada numa sociedade patriarcal, pautada na dominação masculina.

O homem, além de ser o membro mais importante da família, desde muito tempo, tem sido o foco principal. Ele é aquele que possui privilégios em relação às mulheres, chamadas equivocadamente de “sexo frágil”.

Esse movimento ideológico, liderado por mulheres e que defende a igualdade de direitos, se expandiu por todo o mundo. Atualmente, os grupos feministas tem crescido de maneira considerável.

História do Feminismo

A história do “empoderamento” feminino não é tão antiga como deveria ser. Em geral, até o século XIX, a mulher era vista como um ser inferior aos homens, as quais não possuíam os mesmos privilégios que eles, por exemplo, ler, escrever, estudar, guerrear, enfim, escolher.

Diante disso, a figura feminina foi construída numa sociedade patriarcal, onde as atribuições da mulher estavam restritas aos afazeres domésticos e a educação dos filhos.

Desde cedo, as meninas eram educadas para ajudar as mães nos trabalhos domésticos, casar e ter filhos. Nesse contexto, não podiam trabalhar fora, ao mesmo tempo que não tinham acesso aos assuntos relacionados com política ou economia.

Na Revolução Francesa (1789) a “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão”, escrito no ano da Revolução, foi combatida pela “Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã”, escrito pela feminista francesa Olympe de Gouges (1748-1793) em 1791.

No documento, ela criticava a Declaração da Revolução, pois era somente aplicada aos homens. Além disso, alertava para a autoridade masculina e a importância das mulheres e da igualdade de direitos.

Por esse motivo, a revolucionária foi executada em Paris, dia 3 de novembro de 1793. No entanto, sua morte, considerada um marco do feminismo no mundo, fez surgir diversos movimentos feministas posteriores.

Entretanto, foi a partir da Revolução Industrial no século XIX, que esse panorama muda de maneira substancial. As mulheres já começam a trabalhar nas fábricas, fazendo parte da força econômica do país.

Assim, aos poucos, os movimentos feministas espalhados pelo mundo foram tomando corpo e cada vez mais lutando e conquistando diversos direitos reivindicados pelas mulheres (direito à educação, voto, contrato, propriedade, divórcio, igualdade de salários, aborto, etc.).

Nas culturas ocidentais, o movimento feminista passou a adquirir maior visibilidade a partir do século XX.

Em épocas mais distantes seria impensável ter uma presidente mulher governando o país, ou mesmo, figuras femininas atuando e se consagrando em diversos campos: culturas, artes, economia, política, etc.

Hoje em dia, grande parte das mulheres preferem não constituir família, ou seja, não ter maridos ou filhos, fato considerado absurdo antes do século XIX.

Sem dúvida, a filósofa francesa existencialista Simone de Beauvoir (1908-1986) foi uma das maiores teóricas e representantes do feminismo mundial.

Sobre o assunto, sua obra de referência é o ensaio intitulado “O Segundo Sexo” (1949), onde faz uma análise sobre o papel das mulheres na sociedade. Segundo ela, “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher”.

Machismo

Machismo é um termo determinado pelo conjunto de práticas sexistas, que defende a superioridade do gênero masculino em detrimento do feminino.

Associado a ideologia do sistema patriarcal, práticas ou comportamentos machistas podem ser detectados por meio de frases como “lugar de mulher é na cozinha”, “isso é coisa de homem”. Essas sentenças enfatizam a inferioridade do gênero feminino.

Importante destacar que o machismo não é o contrário do feminismo e não está somente relacionado aos comportamentos masculinos. Isso porque muitas mulheres são responsáveis por reproduzirem práticas machistas.

Machismo

Isolamento Social

isolamento social é o ato de separar um indivíduo ou um grupo do convívio com o restante da sociedade. Esse isolamento pode ser voluntário ou não. Quando há uma força maior, seja imposta pelo governo, seja por uma situação de guerra ou pandemia, ou até mesmo um toque de recolher provocado pela violência urbana, o isolamento é forçado. Quando o próprio indivíduo ou grupo se isola voluntariamente, por questões de saúde mental (em consequência de depressão, por exemplo), por questões pessoais ou por questões religiosas, há um isolamento social voluntário.

Causas do isolamento social

O isolamento social pode ser causado por motivos interiores ou exteriores ao indivíduo. Listamos a seguir as causas dos dois tipos de isolamento e suas variantes.

O isolamento e o distanciamento social são medidas sanitárias contra a proliferação de doenças epidêmicas ou pandêmicas.

O isolamento social é o ato voluntário ou não de se separar um indivíduo ou grupo do convívio social.

→ Causas do isolamento involuntário

  • Epidemias e pandemias

Quando há uma situação emergencial de epidemia em um país ou uma pandemia (quando a epidemia é generalizada e perpassa as fronteiras de um país, espalhando-se por outros continentes), há a imposição de um isolamento social por parte dos governos e dos líderes das nações. No caso da pandemia de coronavírus de 2020, por exemplo, os governos estão impondo quarentenas e distanciamento social, que opera por meio do fechamento de comércio, do transporte público e de escolas, por exemplo.

O isolamento e o distanciamento social são medidas sanitárias contra a proliferação de doenças epidêmicas ou pandêmicas.

O isolamento e o distanciamento social são medidas sanitárias contra a proliferação de doenças epidêmicas ou pandêmicas.

Nos casos mais severos, há a imposição de uma tática chamada lockdown horizontal, que é o isolamento total da população em suas casas com o fechamento quase total do comércio e dos serviços. Para saber mais sobre, leia: Isolamento vertical e horizontal.

  • Guerras

Quando uma guerra estoura em um local, como aconteceu em 2015, na Síria, há a imposição de um toque de recolher para que a população se feche em casa e não sofra as consequências diretas da guerra. Esse tipo de confinamento nem sempre é efetivo, visto que, em situações de guerra, existem bombardeios que destroem casas de civis.

  • Violência

Quando os índices de violência crescem repentinamente em uma região, há a imposição de um isolamento social via toque de recolher para que a população não fique exposta diretamente a casos de assalto, por exemplo. Assim, o toque de recolher pode ser imposto pelas autoridades ou mesmo pelas próprias pessoas, que se isolam por causa dos conflitos sociais.

→ Isolamento voluntário

  • Depressão e outras doenças psiquiátricas: quando as pessoas são acometidas por doenças como a depressão, transtorno bipolar, síndrome de boderline e outras comorbidades psiquiátricas, elas podem cair em situação de isolamento social. Nesse caso, o isolamento não é uma opção escolhida pela pessoa, visto que a doença não é uma escolha, mas dizemos que o isolamento é voluntário por não partir de uma situação exterior à própria pessoa.
  • Vontade: algumas pessoas simplesmente escolhem viver fora do convívio social por livre e espontânea vontade, sem nenhuma força maior que as obrigue ao isolamento.
  • Motivos religiosos: existem grupos religiosos, como os amishes, que optam pelo isolamento social do grupo para manter o que chamam de pureza religiosa da comunidade. Os amishes são cristãos ultraconservadores que não aceitam qualquer intervenção do mundo moderno, como a tecnologia, no seu cotidiano.

Consequências do isolamento

O isolamento social, voluntário ou forçado, pode ter consequências graves para o estado mental de quem é submetido a ele. Para quem já sofre de depressão ou outras doenças, o isolamento social pode causar o agravamento da situação. Em casos extremamente graves, a depressão e outras doenças psiquiátricas, como o transtorno de ansiedade, podem levar ao suicídio.

O isolamento social pode desencadear ou agravar doenças psiquiátricas.

isolamento social forçado também pode acarretar doenças psicológicas nos indivíduos. Quando a pessoa é forçada a ficar em casa, ela pode desenvolver um quadro de ansiedade generalizada, que pode evoluir para a depressão. As consequências desse isolamento, se não forem cuidadas, podem ser catastróficas.

Além das consequências isoladas e individuais, o isolamento social, quando imposto por motivo de força maior, pode também acarretar crise financeira. Quando a população para de circular nas ruas e consumir, o comércio e a prestação de serviços também param de funcionar. Isso provoca a queda extrema nas vendas e a falta de arrecadação. O Brasil, que ainda depende fortemente do comércio e da prestação de serviços, é um dos países que podem ser drasticamente afetados por um isolamento social grupal que provoque a queda no consumo.

Interação Social

Na Sociologia, a interação social é um conceito que determina as relações sociais desenvolvidas pelos indivíduos e grupos sociais.

Trata-se de uma condição indispensável para o desenvolvimento e constituição das sociedades. Por meio dos processos interativos, o ser humano se transforma num sujeito social.

É a partir dela que os seres humanos desenvolvem a comunicação, estabelecendo o contato social e criando redes de relações, as quais resultam em determinados comportamentos sociais.

A interação social tem sido um dos temas mais discutidos da atualidade nas áreas da sociologia, antropologia e filosofia.

Isso porque, na sociedade contemporânea, dominada pelos meios de comunicação e as novas tecnologias, a interação social adquire uma nova aparência, ou seja, é também desenvolvida pela internet, de maneira virtual.

O fenômeno e expansão da internet tem proporcionado novas formas de dinâmica social e interações, ao mesmo tempo que pode gerar problemas de ordem social (exclusão e isolamento social), ou mesmo outros tipos de preconceitos via rede (cyberbullying).

Classificação e Exemplos de Interação Social

De acordo com o tipo de relação estabelecida, a interação social pode ser:

  • Interação Social Recíproca: quando há interação entre as partes que irão interagir, que pode ser, pessoas ou grupos. Nesse caso, ambos se influenciam e determinam os comportamentos sociais, tal qual numa conversa com os amigos.
  • Interação Social Não-Recíproca: nesses tipos de interação, a principal característica é a unilateralidade, ou seja, quando não ocorre a interação social de ambas as partes, por exemplo, quando estamos vendo televisão (somente nós que somos influenciados por ela e não o contrário).

Resumo

Dois importantes pensadores abordaram o tema da interação, relação e processos sociais, bem como apresentaram diversos aspectos do desenvolvimento do ser humano. São eles: Lev Semenovitch Vygotsky (1896-1934), pensador bielorrusso, e Jean William Fritz Piaget (1896-1980), pensador suíço.

Para Vigostsky (1896-1934), a interação social possui um papel muito importante no desenvolvimento dos seres humanos. Ele afirma que “o comportamento do homem é formado por peculiaridades e condições biológicas e sociais do seu crescimento”.

Para Piaget, o ser humano (ser social), é influenciado pelas relações sociais que desenvolve durante sua vida. É a partir dessas relações que são desenvolvidos os comportamentos sociais. Conforme observa Piaget, o processo de socialização é desenvolvido em vários estágios: criança, adolescente, adultos.

Grupos Sociais - Toda Matéria

Diversidade Cultural

Diversidade cultural são os vários aspectos que representam particularmente as diferentes culturas, como a linguagem, as tradições, a culinária, a religião, os costumes, o modelo de organização familiar, a política, entre outras características próprias de um grupo de seres humanos que habitam um determinado território.

A diversidade cultural é um conceito criado para compreender os processos de diferenciação entre as várias culturas que existem ao redor do mundo. As múltiplas culturas formam a chamada identidade cultural dos indivíduos ou de uma sociedade; uma “marca” que personaliza e diferencia os membros de determinado lugar do restante da população mundial.

A diversidade significa pluralidadevariedade e diferenciação, conceito que é considerado o oposto total da homogeneidade. Atualmente, devido ao processo de colonização e miscigenação cultural entre a maioria das nações do planeta, quase todos os países possuem a sua diversidade cultural, ou seja, um “pedacinho” das tradições e costumes de várias culturas diferentes.

Algumas pessoas consideram a globalização um perigo para a preservação da diversidade cultural, pois acreditam na perda de costumes tradicionais e típicos de cada sociedade, dando lugar à características globais e “impessoais”.

Com o intuito de tentar preservar a riqueza da diversidade cultural dos países, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) criou a “Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural”.

A Declaração da UNESCO sobre Diversidade Cultural reconhece as múltiplas culturas como uma “herança comum da humanidade”, e é considerada o primeiro instrumento que promove e protege a diversidade cultural e o diálogo intercultural entre as nações.

Diversidade cultural no Brasil

O Brasil é um país incrivelmente rico em diversidade cultural, devido a sua extensão territorial e a pluralidade de colonizações e influências que sofreu ao longo do processo de construção da sociedade brasileira.

As diferenças são bastante visíveis mesmo entre as diferentes regiões do país: norte, nordeste, centro-oeste, sudeste e sul.

Nas regiões norte e nordeste, a predominância é das tradições indígenas e africanas, sincretizadas com os costumes dos povos europeus, que colonizaram o país.

Na região centro-oeste, onde predomina o Pantanal, existe ainda uma grande presença da diversidade cultural indígena, com forte influência da culinária mineira e paulista.

No sudeste e sul destacam-se costumes de origem europeia, com colônias portuguesas, germânicas, italianas e espanholas que, ainda hoje, mantêm a cultura típica de seus países de origem.

Diversidade cultural indígena

A Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural prevê ações de preservação das múltiplas culturas de origem indígena e africana, como as línguas indígenas ameaçadas de extinção, além dos rituais e festas tradicionais do povo indígena e afrodescendente.

Diversidade cultural e religiosa

A diversidade religiosa está intrinsecamente relacionada com a cultura. O chamado sincretismo religioso conceitua o processo de mistura e diversificação de várias religiões reunidas dentro de uma sociedade.

No Brasil, por exemplo, a diversidade religiosa está na presença das várias crendices coabitando em um mesmo território, como os católicos, judeus, muçulmanos, hindus e etc.