Conhecimento e Verdade

É evidente que nem todos os filósofos admitem que o homem seja capaz de conhecer a verdade. O ceticismo afirma que não podemos ter certeza em alguma coisa. Todas as opiniões, segundo os céticos, são incertas, sendo assim, a única atitude existente do espírito humano é a da dúvida permanente e integral.

A partir do contexto cultural, social e econômico que temos hoje, podemos levantar a seguinte questão: Podemos perceber alguma manifestação e vivência do ceticismo nas várias sociedades que incorporam o mundo hoje? É claro que não precisamos nem pensar muito respondermos que sim. Se existe, onde podemos perceber nitidamente suas manifestações? A resposta é quase relativa, pois se falarmos que ela é relativa esta se determinando um critério de verdade e indo contra o próprio ceticismo.

Quando se diz quase relativo, é porque todas as nossas buscas visam um critério de verdade a fim de alcançar uma satisfação. Quando se diz que é de uma determinada religião, ou que se torce por um time de futebol específico, ou ainda que se faz parte de um partido político ou qualquer outro movimento de massa, é por pensar que sua escolha é certa e verdadeira, enquanto que para o outro, que participa de outro movimento compreende que aquele que ele faz parte é o verdadeiro e certo; com isso se prova o conceito de verdade ou mesmo desta é inalcançável para nós, em razão da capacidade, contexto social e da maneira com que vê o mundo, a verdade se moldaria a cada indivíduo segundo as variáveis acima.

Por isso, todos nós queiramos ou não somos um pouco céticos. Cada um é capaz e tem a liberdade de mudar seus conceitos, e de pensar a verdade de maneiras diferentes, de vivê-las de várias maneiras, e principalmente de defendê-la de maneiras diferentes. O que não podemos é afirmarmos que algo seja verdadeiro e imutável, pois tanto nossos conceitos quanto as coisas mudam.

Os estudos acadêmicos convencionam que o período pré-socrático foi o primeiro período da Filosofia ocidental. Os primeiros filósofos surgiram na Grécia, há mais ou menos 2600 anos. Uma série de fatores levou os gregos a criarem um modo de pensar autônomo e racional. Entre tais fatores, estão:

– a necessidade de contrapor as ideias mitológicas acerca da origem do Universo;

– a pluralidade de povos que compunha a região da Grécia Antiga;

– o florescimento do comércio e da navegação;

– o contato com povos egípcios e babilônicos.

O primeiro período da Filosofia grega é denominado como Pré-Socrático (pois seus representantes fizeram uma Filosofia diferente da que foi feita por Sócrates, quase 200 anos depois de Tales de Mileto) ou Cosmológico (pois eles fizeram um tipo de cosmologia, que é uma maneira racional de entender a origem do Universo — cosmos, em grego — em oposição à visão mitológica).