Protágoras

Protágoras de Abdera foi um dos grandes filósofos sofistas na Grécia Antiga. É conhecido por sua célebre frase “O homem é a medida de todas as coisas”.

Essa frase representa seu pensamento sobre a subjetividade e particularidade de cada indivíduo. Ou seja, para ele, tudo é relativo e não existe uma verdade absoluta.

Suas ideias ateístas o levaram a duvidar da existência de Deus e por isso, foi perseguido.

Nascido por volta de 481 a.C. na cidade grega de Abdera, região da Trácia, Protágoras passa a viver em Atenas e desenvolver suas ideias ao lado dos filósofos sofistas.

Em Atenas foi muito admirado e talvez tenha sido o primeiro filósofo a receber dinheiro em troca de ensinamentos.

Segundo seus pensamentos baseados no ser, o homem é a medida de todas as coisas e, portanto, deve desenvolver seus pensamentos e opiniões.

Assim, através de seu subjetivismo relativista e individualista ensinou seus seguidores a construírem seu mundo e serem produtores de sua história e destino. Viajou por diversas cidades gregas ensinando cerca de 40 anos.

Foi um agnóstico e um homem cético, duvidando da existência dos deuses. Esse fato o levou a ser perseguido, processado, condenado e rechaçado por muitos. Por isso, teve muitas obras queimadas em praça pública.

Após esse evento, mudou-se para a Sicília, no sul da Itália. Faleceu ali em aproximadamente 410 a.C.

Protágoras foi um dos mais importantes filósofos da corrente sofística. Seus estudos filosóficos estiveram centrados, sobretudo, na subjetividade do ser e no conceito do não-ser.

Além dele, merecem destaque os sofistas: Górgias (483 a.C.-380 a.C.) e Hípias (430 a.C.- 343 a.C.).

A Escola Sofista ou Sofística se desenvolveu entre os séculos IV e V a.C. O grupo reunia diversos eruditos que dominavam as técnicas e conhecimentos nas áreas da oratória, retórica, discurso, ciência, música e filosofia.

Possuía um caráter itinerante, posto que os sofistas divulgavam seus conhecimentos em diversas cidades gregas, em troca de pagamento. Seus maiores aprendizes eram nobres estudantes interessados em expandir seus conhecimentos.

Para os sofistas, em contraposição aos conceitos de Sócrates (470 a.C-399 a.C), o conceito de verdade era determinado pelo consenso entre os homens.

Por sua vez, Sócrates acreditava que a verdade era um conceito absoluto e latente. Segundo o filósofo, ela surge através da argumentação, determinada pelos conceitos defendidos por ele: a Maiêutica (dar à luz) e a Dialética.