Tempo

A experiência do tempo faz parte do nosso cotidiano.

Quando percebemos coisas que mudaram ou permaneceram, do passado ao presente, sentimos a duração do tempo. Quando observamos a rotina das atividades humanas, percebemos diferentes ritmos de tempo ordenando a vida das pessoas. Quando olhamos as horas no relógio e programamos nossos compromissos, temos uma vivência bastante comum do tempo cronológico.

Assim, podemos relacionar a noção de tempo com: sucessão de momentos, duração dos acontecimentos, percepções de mudanças, critérios pelos quais distinguimos acontecimentos anteriores, simultâneos ou posteriores.

 

CONCEPÇÕES DE TEMPO

O modo como medimos o tempo pelo relógio não é universal – ou seja, não é válido para todas as épocas e todos os povos -, mas apenas uma possibilidade de medição desenvolvida em nossa cultura, sendo, portanto, uma construção histórica.

O modo como o dia terrestre é dividido em horas, minutos e segundos é puramente convencional. Assim, também, a decisão de que um dado dia começa na aurora, ao nascer do sol, ao meio-dia, ao pôr-do-sol ou à meia-noite é uma questão de escolha arbitrária ou conveniência social.

Em muitas sociedades rurais, os trabalhadores vivenciam um “tempo da natureza”, relacionado ao dia e à noite, às variações do clima, às épocas de plantio e de colheita etc.

O historiador francês Lucien Febvre conta que a população do campo na França do século XVI se referia ao tempo dizendo: “por volta do sol levante” ou “por volta do sol poente”.

Já nas sociedades industriais contemporâneas, os trabalhadores de uma fábrica, por exemplo, vivenciam um ritmo de tempo marcado pelas horas do relógio, mesmo porque as horas do trabalho, em geral, são vendidas por determinado preço, o salário. Assim, nesse tempo da fábrica” — também encontrado em outras atividades profissionais — a jornada de trabalho não obedece mais ao nascer e ao pôr-do-sol ou às variações do clima, mas às exigências da empresa.

 

RELÓGIO

O modo de vida nas sociedades atuais levou-nos a uma crescente preocupação com o tempo cronológico, que se traduz pela constante consulta aos relógios.

Logo que foram inventados, os relógios mecânicos eram instalados nas torres das igrejas, nos monumentos de praças, nos edifícios públicos. Atualmente, considerado um instrumento básico para a organização das rotinas diárias, encontra-se no pulso das pessoas, no veículo, na parede, sobre a mesa, nas agendas etc.

O tempo do relógio passou a governar, em grande parte, o cotidiano das pessoas, mesmo contrariando as necessidades naturais. Há a hora de acordar, de comer, de trabalhar, de tomar banho, de dormir etc.

 

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